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Como a CNN pretende entrar nas operadoras de TV por assinatura do Brasil

Na última segunda, 14/11, o anúncio de que a Rede CNN finalmente chegaria ao Brasil foi um dos grandes assuntos veiculados na mídia e nas redes sociais.

18/09/2019 19h29
Por: Redação

Um dos principais canais de noticiário norte-americano, a chegada da mesma do Brasil logo tornou-se um dos grandes assuntos do país. Mas a situação não é tão simples quanto parece à primeira vista.

 

Por mais que seja um dos mais fortes nomes do noticiário no mundo, a CNN não é totalmente independente e pertence ao conglomerado de mídia WarnerMedia, que por sua vez, está ligado à empresa americana de telecomunicações AT&T (que a comprou por 85 milhões de dólares, em 2018).

Isso faz com que a CNN, então, seja controlada pela Turner, outro conglomerado de mídia dos Estados Unidos. Em terras brasileiras, a Turner é dona de uma boa parte dos principais canais de tv fechada, entre eles Esporte Interativo, TNT, Cartoon Network, Warner, TBS, Space e Boomerang.

Isso, então, abre espaço para que, caso as operadoras de TV a cabo no país dificultem o acesso de um novo canal, a Turner retire do ar algum dos canais que está sob sua responsabilidade para que a famosa rede de notícias seja implantada com sucesso no Brasil.

Precedentes

 

Tal dificultação já aconteceu no passado, quando a FOX Sports teve que lutar para conseguir ser implantada às operadoras de TV a cabo nacionais. Chegando ao país em 2012, no início, o canal era exibido apenas por operadores menores, como a TVN e a Cabotelecom (empresas de tv a cabo que são restritas a apenas algumas regiões do país).

Operadores grandes, como Sky e Claro, ameaçaram, à época, cobrar taxas adicionais de seus usuários que quisessem ter o canal disponível, diferente do que propunha a Fox, que queria o canal disponível mesmo em pacotes básicos.

A polêmica acendeu um debate no país sobre a livre concorrência e chegou-se a especular que a Globosat estivesse dificultando a chegada do canal as operadoras, para evitar o embate com seu próprio canal de esporte, o Sport TV, algo negado veemente pelo grupo.

Foram cerca de 3 meses de negociação até que a Fox Sports conseguisse seu lugar nas principais operadores de TV a cabo do país. Vale lembrar que, para que isso acontecesse na Sky, por exemplo, foi preciso a saída do canal Speed Channel, à época o número 28, que teve a programação incorporada ao Fox Sports.

A CNN no Brasil

Segundo divulgado na grande mídia, o investidor maior por trás da possível chegada da CNN ao Brasil é o empresário Rubens Menin, fundador e presidente da construtora MRV. O presidente será o ex-presidente de jornalismo da Record e bíografo de Edir Macedo, Douglas Tavolaro.

A presença de Tavolaro no projeto levantou debates nas mídias sociais e em sites especializados a respeito da chegada da CNN ser algo encabeçado pela RecordTV como um investimento contra a Rede Globo, que tem na já consolidada Globonews o maior nome do notíciario de TV a cabo hoje, o que pode reacender uma guerra entre as emissoras (a exemplo do caso da Fox Sports) e dificultar a chegada da CNN ao país.

A intenção é que o conteúdo comece a ser disponibilizado no segundo semestre de 2019. Cerca de 800 profissionais deverão ser contratado, incluindo 400 jornalistas.

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